CRÔNICA - Domenica

Domingo pra mim é dia de acordar com o “despertador” dos pássaros no jardim, em vez de um aparelho eletrônico

De sair na varanda com o cabelo ainda bagunçado

Servir-se uma xícara de café enquanto os cães recebem um carinho

De almoçar às quatros horas da tarde

De deixar a louça do dia pra segunda

De sentar no escritório pra escrever entre doses de whiskey e snickers 

De não atender as pessoas, assim como elas fazem

De andar de meias pela casa, e se recolher a noite para a cama que encontra-se do mesmo jeito que ficou pela manhã: uma zona de endredons e lençóis emaranhados

Que domingo não seja apenas um prêmio de merecimento para uma escravidão moderna, mas sim, uma metáfora pra definir qualquer dia que a gente decida acordar sem vontade de seguir regras

Texto: Rômulo André Álvares

editoraoescritor@gmail.com

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